A empresária Rayane Figliuzzi, que ocupou um cargo comissionado na Fundação Centro Estadual de Estatística, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro (CEPERJ) durante o governo de Wilson Witzel, foi presa no último domingo e cumprirá prisão domiciliar em Areal. Ela é investigada em dois inquéritos na Delegacia do Consumidor (Decon) por lesões causadas a uma cliente em uma câmara de bronzeamento artificial e por crimes contra as relações de consumo. A operação, realizada pela Polícia Civil e pela Vigilância Sanitária, ocorreu na clínica Espaço Vip Bronze, na Taquara, Zona Oeste do Rio, onde foi encontrado um equipamento desativado de bronzeamento, proibido pela Anvisa desde 2009 por riscos à saúde, incluindo o potencial de causar câncer. O delegado Wellington Vieira destacou a importância de evitar tais procedimentos, classificados como altamente perigosos.
Rayane, que foi exonerada do cargo na CEPERJ em fevereiro de 2020, alega por meio de sua defesa que o local não opera como clínica há meses, servindo apenas como depósito e showroom de sua marca de moda praia UZZI. Segundo nota jurídica, os equipamentos estavam inoperantes, e a presença de uma ex-colaboradora no momento da fiscalização seria para retirar pertences pessoais, sem relação com atividades estéticas. A defesa afirma que a polícia vinculou indevidamente Rayane a outra clínica e que medidas legais estão sendo adotadas para esclarecer os fatos, incluindo a apresentação de imagens de monitoramento. Além disso, Rayane tem histórico de prisão por estelionato em 2021, relacionada a um esquema de golpes financeiros, e foi afastada do cargo de musa da escola de samba Vila Isabel após uma polêmica de racismo envolvendo sua equipe, embora não seja investigada diretamente nesse caso.
Atualmente namorada do cantor Belo, Rayane construiu sua trajetória como atriz, modelo e influenciadora, com passagens por clipes musicais e canais de moda. O caso atual reforça escrutínio sobre figuras com conexões políticas, especialmente após seu período no governo Witzel, marcado por controvérsias.