segunda-feira , 23 março 2026
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Técnicos de enfermagem presos por mortes suspeitas em UTI do Hospital Anchieta no DF

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Fachada do Hospital Anchieta no DF com viaturas policiais, representando investigação de mortes suspeitas em UTI.

Ao menos seis famílias procuraram a Polícia Civil do Distrito Federal relatando mortes suspeitas no Hospital Anchieta, em Taguatinga, após a prisão de três técnicos de enfermagem investigados por aplicação irregular de medicamentos e desinfetante na veia, o que causou óbitos em pacientes da UTI. As mortes ocorreram entre 17 de novembro e 1º de dezembro de 2025, e as prisões foram divulgadas recentemente. O principal suspeito, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, é apontado como psicopata que cometeu os crimes por prazer, segundo hipóteses da investigação.

Detalhes das prisões e vítimas

Os técnicos de enfermagem presos incluem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Marcela Camilly Alves da Silva e Amanda Rodrigues de Sousa. As vítimas confirmadas são Marcos Raymundo Fernandes Moreira, de 33 anos, João Clemente Pereira, de 63 anos, e Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos. Imagens mostram as técnicas acompanhando ou dando cobertura aos atos, que resultaram em paradas cardíacas devido à aplicação irregular de substâncias.

A polícia instaurou investigação, prendeu os suspeitos e aguarda laudos de celulares e computadores, previstos para serem concluídos em 15 a 20 dias. O delegado Maurício Iacozzilli lidera o caso e destacou em declarações no dia 21 de janeiro de 2026 que as justificativas dos suspeitos, como estresse ou pena das vítimas, não se sustentam.

Hipóteses sobre os motivos

A hipótese principal é que o principal suspeito seja um psicopata agindo por prazer. Os investigadores apuram se ele manipulou as outras duas técnicas para auxiliá-lo. Uma delas, de 22 anos, estava em treinamento e no primeiro emprego, enquanto a outra era amiga de longa data do suspeito.

Até agora, essa é a hipótese mais forte. Os investigadores apuram ainda se o principal suspeito pode ter manipulado as outras duas técnicas para auxiliá-lo nos crimes. Uma delas estava em treinamento, tinha 22 anos, e estava no primeiro emprego; a outra era amiga do suspeito havia muitos anos.

É isso que pode amarrar melhor o porquê desses crimes.

As justificativas não fecham. A professora aposentada de 75 anos estava consciente e havia sido internada por constipação intestinal. Não era uma pessoa em sofrimento intenso.

As famílias das vítimas buscam respostas, e a investigação continua para esclarecer todos os detalhes das mortes suspeitas no Hospital Anchieta.

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