O Banco de Brasília (BRB) perdeu o prazo para divulgar seu balanço financeiro de 2025, que expirou em 31 de março de 2026, sem indícios de prorrogação pelo Banco Central (BC). Essa situação pode resultar em sanções regulatórias, agravada pela crise de capital decorrente de prejuízos bilionários com operações envolvendo o Banco Master. A instituição, controlada pelo Governo do Distrito Federal, enfrenta desafios significativos, incluindo balanços pendentes dos terceiro e quarto trimestres de 2025.
Detalhes da crise financeira
O BRB solicitou prorrogação até junho para a divulgação, mas não obteve resposta do BC até o momento. Os prejuízos estão estimados entre R$ 8,8 bilhões e R$ 13,3 bilhões, originados da aquisição de R$ 12,2 bilhões em créditos irregulares do Banco Master. Essa operação tem sido apontada como o principal fator da instabilidade financeira atual do banco.
momento atípico
O presidente do BRB, Nelson de Souza, descreveu a situação como um “momento atípico”, destacando a necessidade de medidas urgentes para estabilizar as finanças.
Ações para mitigar os prejuízos
Para enfrentar a crise, o BRB busca um empréstimo de R$ 4 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), além de planejar a venda de ativos e um aumento de capital por meio de assembleia de acionistas. Essas estratégias visam recompor o capital e evitar maiores impactos regulatórios. No entanto, a ausência de prorrogação do prazo pelo BC aumenta a pressão sobre a instituição.
Contexto político e posse da nova governadora
A posse de Celina Leão como nova governadora do Distrito Federal ocorreu em 30 de março de 2026, um dia antes da expiração do prazo. Esse evento pode influenciar as decisões futuras relacionadas ao BRB, uma vez que o banco é controlado pelo governo local. A crise ocorre em meio a um cenário de instabilidade no Distrito Federal, no Brasil, onde o BRB atua como uma instituição financeira chave.