Um fundo de investimento não identificado apresentou uma proposta formal para adquirir parte dos ativos do Banco Master transferidos ao Banco de Brasília (BRB), em uma operação que pode atingir até R$ 15 bilhões. A negociação, encaminhada ao Banco Central para análise, visa resolver questões de liquidez e capitalização do BRB após a aquisição de carteiras de crédito do Banco Master. Envolvendo figuras como a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, e os presidentes do BRB, Nelson de Souza, e do Banco Central, Gabriel Galípolo, a proposta está sob escrutínio regulatório no Distrito Federal.
Detalhes da proposta
A estrutura da oferta inclui um pagamento imediato de R$ 4 bilhões por meio de cotas seniores, complementado por R$ 11 bilhões em cotas subordinadas de ações de subsidiárias. Essa configuração evita aportes diretos no BRB ou o uso de recursos do banco ou do governo distrital. A proposta foi formalizada recentemente e agora depende da aprovação de órgãos reguladores, como o Banco Central.
Os ativos em questão originam-se da transferência de carteiras de crédito do Banco Master, avaliadas em R$ 12,2 bilhões, que foram substituídas por ativos de R$ 21,9 bilhões com deságio. Essa operação anterior gerou questionamentos sobre a saúde financeira do BRB, motivando a busca por soluções como essa negociação.
Contexto e motivações
A aquisição visa endereçar problemas de liquidez e capitalização enfrentados pelo BRB após a incorporação dos ativos do Banco Master. Especialistas indicam que a medida pode fortalecer a posição financeira do banco, promovendo estabilidade no setor bancário do Distrito Federal. No entanto, a identidade do fundo de investimento permanece não divulgada, adicionando um elemento de expectativa ao processo.
Próximos passos
A Assembleia Geral Extraordinária do BRB está marcada para 22 de abril de 2026, onde os acionistas discutirão aspectos relacionados à operação. Além disso, a divulgação do balanço de 2025 do banco ocorrerá em 29 de abril de 2026, podendo influenciar a análise regulatória. Enquanto isso, o Banco Central, sob liderança de Gabriel Galípolo, continua avaliando a proposta para garantir conformidade com as normas financeiras.