O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), expressou satisfação com a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de encerrar as tarifas de 50% impostas a diversos produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano. O anúncio foi feito por Trump nesta quinta-feira (20/11), por meio de uma ordem executiva que revogou as taxas, justificando a medida com base em conversas com Lula e orientações de assessores da Casa Branca para combater a inflação. Em discurso no Salão do Automóvel, em São Paulo, Lula destacou que a redução das tarifas representa um avanço nas negociações bilaterais, afirmando: “Eu estou muito feliz porque o presidente (Donald) Trump já começou a reduzir algumas taxações que eles tinham feito a alguns produtos brasileiros”. Essa foi a primeira manifestação oficial do governo brasileiro sobre o tema, que afeta diretamente setores chave da economia nacional.
Entre os itens brasileiros beneficiados pela medida estão cortes de carne bovina, café, cacau em pó e frutas como abacaxi, mamão, laranja, limão e goiaba, que agora estão isentos das tarifas extras. As taxas haviam sido implementadas por Trump em julho, sob a alegação de que o governo brasileiro estaria perseguindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado. Lula interpretou a revogação como um indicativo de que o Brasil agiu com autorespeito durante as tratativas, enfatizando: “Essas coisas (retirada da tarifa) vão acontecer na medida em que se consiga galgar respeito das pessoas. Ninguém respeita quem não se respeita. Você tem que fazer aquilo que é possível fazer na hora que tem que fazer”. A decisão pode aliviar pressões sobre exportadores brasileiros, que enfrentavam barreiras comerciais significativas.
A medida surge em um contexto de reaproximação entre os dois países, após tensões políticas recentes, e pode influenciar o fluxo comercial bilateral, estimado em bilhões de dólares anualmente. Analistas apontam que o fim do “tarifaço” reflete não apenas considerações econômicas, mas também um esforço para estabilizar relações diplomáticas, especialmente em meio a desafios globais como a inflação e instabilidades políticas. O governo brasileiro ainda não detalhou impactos econômicos específicos, mas a expectativa é de um impulso positivo para a balança comercial.