A mexicana Fátima Bosch foi coroada Miss Universo 2025 nesta sexta-feira (21), durante cerimônia realizada em Bangkok, na Tailândia, superando um episódio de constrangimento público que ganhou repercussão internacional. O incidente ocorreu no início de novembro, quando o executivo tailandês Nawat Itsaragrisil, responsável pela organização do evento, insultou Bosch durante uma transmissão ao vivo, chamando-a de “estúpida” por supostamente não promover suficientemente a Tailândia em suas redes sociais. No vídeo, que viralizou na internet, Nawat chegou a pedir intervenção da segurança, levando Bosch a deixar o local acompanhada pela Miss Iraque. Candidatas de vários países demonstraram solidariedade, mas foram interrompidas pelo organizador, que ordenou que se sentassem. Bosch reagiu publicamente, afirmando que o comportamento foi desrespeitoso e destacando a importância de plataformas como o Miss Universo para o empoderamento feminino.
O caso extrapolou o âmbito do concurso de beleza e assumiu contornos políticos, com intervenção da presidente do México, Claudia Sheinbaum, que elogiou a postura de Bosch ao enfrentar a agressão com dignidade. Sheinbaum declarou que mulheres se destacam em eventos públicos ao levantarem suas vozes, reforçando a necessidade de participação e resistência a comportamentos discriminatórios. A Organização Miss Universo condenou o ato de Nawat, com o presidente Raúl Rocha afirmando que não toleraria violações aos valores de respeito e dignidade às mulheres, limitando o papel do executivo no evento. Nawat, por sua vez, pediu desculpas em uma coletiva de imprensa, atribuindo o episódio à pressão do cargo e admitindo ser humano. A brasileira Maria Gabriela Lacerda avançou até o Top 30, mas a vitória de Bosch destacou temas de gênero e diplomacia, ecoando debates sobre o tratamento de mulheres em contextos internacionais.