Criminosos ligados ao Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro, e ao Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, têm migrado para o Distrito Federal e seu Entorno em busca de refúgio ou para expandir operações. No entanto, essa tentativa de estabelecimento encontra forte resistência das forças de segurança locais, resultando em prisões e mortes frequentes. A integração entre a Polícia Civil (PCDF), a Polícia Penal e a Polícia Militar (PMDF) cria uma vigilância constante sobre integrantes e simpatizantes dessas facções, impedindo a formação de bases operacionais. Disputas internas entre CV e PCC geram violência, com rastros de sangue em diversas cidades da região, vitimando tanto moradores quanto membros das organizações. Muitos desses criminosos acabam neutralizados em confrontos com a polícia, que atua de forma rápida para conter ameaças e evitar a instalação de células criminosas.
Exemplos recentes ilustram a crueldade e o fracasso dessas incursões. Weberth da Silva Alves, integrante do PCC, é suspeito de ao menos quatro homicídios em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do DF, em 2023, incluindo o mandante de uma execução gravada contra um rival do CV. Em abril deste ano, três membros do PCC, entre eles Edson dos Santos Guedes, conhecido como “BB”, morreram ao atirar contra policiais da Companhia de Policiamento Especializado em Águas Lindas. Já em novembro, José Almeida Santana, o “Pedro Bó”, da cúpula do PCC, foi morto em confronto com a Polícia Militar de Goiás, em Anápolis. Esses casos destacam como a ostentação de armas e ameaças nas redes sociais, comum entre esses criminosos, facilita sua identificação e neutralização pelas autoridades.
Nem todos os destinos terminam em morte; prisões também interrompem a expansão. Em dezembro, Lucas Menezes de Araújo, conhecido como “LK”, traficante do CV, foi capturado em Ceilândia, no DF, após exibir armas e drogas nas redes sociais. Em março, Danúbio de Jesus Gomes, o “Uba”, integrante do PCC e foragido, foi preso em Brazlândia durante operação conjunta da 18ª Delegacia de Polícia e do 16º Batalhão da Polícia Militar. Essas ações demonstram que as tentativas de se camuflar na região, longe das origens em morros do Rio ou periferias de São Paulo, repetidamente falham diante da resposta coordenada das forças de segurança.