O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar ao general da reserva Augusto Heleno, de 78 anos, em decisão publicada nesta segunda-feira (22/12). A medida foi motivada pela grave situação de saúde do militar, diagnosticado com demência mista, que combina elementos de Alzheimer e vascular. De acordo com Moraes, a condição é considerada grave, progressiva e irreversível, justificando a transferência imediata de Heleno da unidade prisional para o regime domiciliar. Essa decisão reflete a análise de relatórios médicos que atestam a deterioração do estado de saúde do general, priorizando aspectos humanitários no cumprimento da pena.
Para garantir o monitoramento, a saída da prisão foi condicionada à instalação imediata de uma tornozeleira eletrônica. Além disso, Heleno deve entregar seus passaportes, teve o porte de arma suspenso e está proibido de utilizar redes sociais ou aparelhos celulares. A decisão destacou que o general apresentou-se espontaneamente para cumprir a pena e não demonstra risco de fuga, o que contribuiu para a concessão do benefício. Essas restrições visam equilibrar a leniência humanitária com a necessidade de vigilância contínua, conforme pontuado pelo ministro.
O caso de Augusto Heleno insere-se em um contexto mais amplo de decisões judiciais que consideram condições de saúde em processos penais, especialmente para idosos. Moraes enfatizou que a progressão da demência torna inviável a permanência em ambiente prisional, mas manteve salvaguardas para evitar qualquer violação ao processo legal. Essa resolução pode influenciar casos semelhantes no STF, destacando o equilíbrio entre justiça e direitos humanos.