Após anos de reclamações sobre a ineficiência no atendimento, a Caesb anunciou uma ampliação nos horários de seus serviços presenciais no Distrito Federal, mas a medida chega tardia em meio a crescentes frustrações da população. A partir de 19 de janeiro de 2026, os postos Na Hora, Escritórios Regionais e vans itinerantes oferecerão atendimento sem necessidade de agendamento prévio, visando facilitar o acesso a serviços como emissão de segunda via, religação de água e parcelamento de dívidas. No entanto, especialistas questionam se essa mudança será suficiente para resolver os problemas crônicos de sobrecarga e demora que afetam os clientes há tempos.
Horários ampliados, mas desafios persistem
Nos postos Na Hora, o atendimento ocorrerá de segunda a sexta das 7h30 às 19h e sábados das 7h30 às 13h, enquanto os Escritórios Regionais funcionarão de segunda a sexta das 9h às 17h. As vans itinerantes estarão disponíveis em dias úteis das 9h às 17h, com possibilidade de operação nos fins de semana conforme a demanda nas regiões administrativas do Distrito Federal. Essa expansão, segundo a Caesb, busca atender melhor a população, mas críticos apontam que a falta de agendamento pode gerar ainda mais aglomerações e esperas intermináveis, agravando o estresse diário dos usuários.
Serviços oferecidos e o impacto na rotina
Os serviços incluem vistoria, alteração de titularidade e outras demandas que exigem presença física, dispensando agendamentos prévios para agilizar o processo. No entanto, com o Distrito Federal enfrentando um aumento populacional e problemas recorrentes de abastecimento de água, essa ampliação pode não bastar para mitigar as queixas constantes sobre burocracia excessiva e atendimento precário. Muitos moradores relatam que, até agora, resolver questões com a Caesb tem sido uma fonte de aborrecimento, com horários restritos forçando ausências no trabalho ou longas jornadas de espera.
Declaração da Caesb e críticas da população
A ampliação dos horários e a oferta de atendimento itinerante ampliam as alternativas para quem precisa resolver demandas que exigem presença física.
A declaração do presidente da Caesb, Luis Antonio Reis, destaca o esforço para melhorar o acesso, mas não aborda as falhas sistêmicas que levaram a essa necessidade. Clientes do Distrito Federal expressam ceticismo, argumentando que sem investimentos em tecnologia e treinamento de pessoal, a medida pode ser apenas um paliativo para um sistema defasado. Com o ano de 2026 já marcado por desafios econômicos, essa mudança corre o risco de não atender às expectativas, deixando a população ainda mais insatisfeita com os serviços essenciais de água e saneamento.