A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na terça-feira, 13 de maio de 2026, o projeto que cria a Tabela SUS Candanga e amplia a remuneração de procedimentos na rede pública, mas a medida segue para sanção do governador Ibaneis Rocha e só será aplicada de forma gradual conforme a disponibilidade orçamentária, mantendo a população em longas filas por cirurgias e exames.
Detalhes da tramitação
O texto, de autoria do deputado Roosevelt Vilela (PL), passou por dois turnos na CLDF e agora depende do aval do governador para virar lei. Parlamentares como a deputada Dayse Amarilio (PSB) e o deputado Jorge Vianna (PSD) defenderam a iniciativa como forma de valorizar profissionais de saúde, embora a implementação lenta já indique que os benefícios não chegarão de imediato à população que depende do sistema público.
Expectativas e limitações
Apesar do objetivo declarado de reduzir esperas e aumentar a oferta de procedimentos, o caráter gradual da execução revela que o Distrito Federal ainda enfrentará restrições orçamentárias significativas nos próximos meses. A aprovação representa apenas o primeiro passo de um processo que pode demorar a surtir efeitos concretos no dia a dia dos pacientes.
Essa é uma vitória para os servidores e, principalmente, para a população que depende do SUS.
Dayse Amarilio
Enquanto o projeto aguarda sanção, usuários do SUS no DF continuam lidando com a mesma escassez de vagas e demora nos atendimentos, o que reforça a sensação de que melhorias reais ainda estão distantes. A iniciativa chega em um momento em que a pressão por mais investimentos na saúde pública permanece alta e os resultados práticos dependem de recursos que ainda não foram garantidos.