A Justiça Federal concedeu liberdade provisória ao candidato a deputado federal Wilker Leão, do Novo, preso em flagrante pela Polícia Federal no último domingo, 27 de setembro de 2026, durante ato de depredação no Instituto de Artes da Universidade de Brasília.
Contexto da detenção
Wilker Leão compareceu à UnB acompanhado de apoiadores, apagou pinturas das paredes externas do prédio e proferiu ameaças após ser questionado por presentes. A universidade acionou a Polícia Federal, que realizou a prisão em flagrante. O Ministério Público Federal requereu a soltura com fiança de R$ 20 mil e medidas cautelares, mas o juiz federal substituto Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal Criminal do DF, dispensou todos os requisitos por ausência de fundamentos para a prisão preventiva.
Critérios adotados pelo juiz
O magistrado considerou que Wilker está identificado, possui endereço fixo e que os vestígios já foram vinculados à investigação. Relatos de ações anteriores não demonstraram risco atual de reincidência, tampouco indícios de fuga, interferência em provas ou ameaça a pessoas. A decisão reconhece que a prisão em flagrante ocorreu regularmente, mas avaliou que as condições para manutenção da custódia não estavam presentes no momento da análise.
Próximos passos da investigação
O processo segue na 10ª Vara Federal Criminal do DF com a Polícia Federal responsável pela coleta de provas. A Universidade de Brasília permanece como parte interessada no acompanhamento do caso. Não há data definida para novas audiências ou decisões sobre eventuais medidas cautelares alternativas.