Em 1958, enquanto o Brasil vivia um período de efervescência cultural e política, Juscelino Kubitschek celebrava vitórias com amigos no Catetinho, em meio à construção acelerada de Brasília. O modernismo brasileiro, que JK ajudou a impulsionar, teve raízes em eventos como a Semana de Arte Moderna de 1922, o Salão Revolucionário de 1931 e o projeto do Ministério da Educação em 1937, com participação de figuras como Le Corbusier, Oscar Niemeyer e Lucio Costa. Como prefeito de Belo Horizonte em 1940, JK encomendou o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, reunindo artistas como Niemeyer, Burle Marx, Cândido Portinari e Alfredo Ceschiatti, em uma integração de arquitetura, escultura e pintura que ecoava o conceito de “obra de arte total” defendido por Lucio Costa. Essa iniciativa marcou o apogeu do modernismo no país, antecipando a estética que prevaleceria na década de 1960.
A Exposição de Arte Moderna de 1944, organizada por JK em Belo Horizonte, reuniu 134 obras de 46 artistas, incluindo Anita Malfatti, Alfredo Volpi e Di Cavalcanti, com palestras de intelectuais como Oswald de Andrade e Sérgio Milliet. O evento não só divulgou o Conjunto da Pampulha como inseriu Minas Gerais e o próprio JK no debate nacional sobre desenvolvimentismo e vanguarda cultural, até então concentrado no Rio de Janeiro e São Paulo. Essa visão se materializou em Brasília, inaugurada em 1960, onde a integração entre arquitetura e arte se tornou referência, com obras de Athos Bulcão no Teatro Nacional e no Congresso, jardins de Burle Marx no Itamaraty e esculturas de Alfredo Ceschiatti na Praça dos Três Poderes.
Artistas como Bruno Giorgi, com Os Candangos, e Marianne Peretti, autora dos vitrais da Catedral, contribuíram para a identidade da nova capital, consolidando o legado de JK como articulador político do modernismo. Essa fusão de arte e urbanismo reflete o otimismo da era JK, influenciando o Brasil pós-guerra.