O deputado Wellington Luiz (MDB) manifestou forte indignação na sessão desta terça-feira, 9 de junho de 2026, contra o fechamento da Vila do Pequenino Jesus, entidade localizada no Lago Sul e interditada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. A medida deixou mais de 300 pessoas em situação de vulnerabilidade sem acolhimento diário, incluindo dependentes químicos, idosos abandonados e famílias em extrema pobreza. Parlamentares cobram do Governo do Distrito Federal soluções imediatas que evitem o abandono total desses indivíduos.
Repúdio à falta de alternativas
Durante o discurso no plenário da Câmara Legislativa, Wellington Luiz leu uma carta aberta da direção da instituição e destacou que a interdição baseada em questões técnicas ignora o contexto social e humano. O parlamentar questionou a ausência de planos concretos de realocação, alertando para o risco de aumento da exclusão social no DF. O deputado Thiago Manzoni (PL) também se posicionou de forma crítica, reforçando que a decisão não pode resultar no desamparo das pessoas atendidas.
É com profundo pesar e indignação que venho a esta tribuna manifestar meu repúdio ao fechamento da Vila do Pequenino Jesus, uma instituição que, há décadas, vem desempenhando um papel fundamental no acolhimento de pessoas em situação de rua, dependentes químicos, idosos abandonados e famílias em extrema vulnerabilidade social
Wellington Luiz
Cobrança por soluções definitivas
Os parlamentares argumentam que interditar o espaço sem oferecer alternativas concretas agrava a crise humanitária na capital. Wellington Luiz enfatizou que a entidade atende diariamente centenas de pessoas e que o fechamento representa um retrocesso na política de assistência social do GDF. A direção da Vila do Pequenino Jesus reforça que a continuidade do trabalho é essencial para salvar vidas em situação de rua.
Não se pode simplesmente interditar um espaço como esse sem apresentar alternativas concretas de acolhimento para essas pessoas. Para onde vão os que hoje dependem da Vila?
Wellington Luiz
Thiago Manzoni cobrou uma resposta rápida das autoridades, destacando que a interdição não pode significar o abandono das pessoas atendidas. O tema deve voltar à pauta da Câmara nos próximos dias, com expectativa de novas cobranças ao Executivo local.