A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou nesta quinta-feira, 21 de agosto de 2026, uma sessão solene em homenagem aos sanitaristas, mas o encontro revelou preocupações crescentes com o enfraquecimento do SUS e ameaças à democracia. Parlamentares e representantes da área da saúde denunciaram tentativas de desmonte do sistema público e reforçaram a urgência de proteger políticas baseadas em evidências científicas. A deputada Dayse Amarilio (PT) liderou os discursos, ao lado de profissionais, membros da Abrasco e do Conselho Nacional de Saúde, que receberam moções de louvor por sua atuação na pandemia de Covid-19.
Críticas ao desmonte do sus dominam solenidade
O evento expôs um cenário de instabilidade para o sistema de saúde, com falas que alertaram para ataques contínuos à ciência e ao serviço público. Os participantes destacaram que homenagear os sanitaristas serve como ato de resistência contra retrocessos que colocam em risco o acesso universal à saúde. A solenidade serviu ainda para entregar reconhecimentos a quem enfrentou a pandemia, mas o tom predominante foi de alerta sobre os desafios atuais.
Defesa da democracia ganha destaque em discursos
Durante a sessão, os oradores enfatizaram a necessidade de ampliar a participação dos sanitaristas na formulação de políticas públicas para evitar novos colapsos. O clima de tensão política permeou as falas, que ligaram a preservação do SUS à manutenção de valores democráticos ameaçados por forças contrárias ao conhecimento científico. A homenagem, embora positiva, acabou funcionando como plataforma para denunciar o enfraquecimento institucional que afeta diretamente a população.
Precisamos aumentar a participação dos sanitaristas no Sistema Único de Saúde. Eles são essenciais para a formulação de políticas públicas baseadas em evidências científicas.
Dayse Amarilio
Em tempos de ataques à ciência e ao serviço público, homenagear os sanitaristas é reafirmar nosso compromisso com a democracia e com um SUS forte e universal.
Dayse Amarilio