Uma reunião intensa na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) entre deputados distritais e o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Souza, debateu na segunda-feira (2 de março de 2026) um projeto de lei para capitalizar o banco via alienação de imóveis avaliados em cerca de R$ 6,5 bilhões. Sem consenso alcançado, a votação permanece pendente para esta terça-feira (3 de março de 2026), com o Colégio de Líderes marcado para as 14h30. O objetivo é evitar a falência do BRB, preservando 6 mil empregos e programas sociais que beneficiam 209 mil servidores.
Detalhes da reunião
A discussão focou em dados técnicos sobre uma dívida provisionada de R$ 8 bilhões e opções de capitalização, incluindo a alienação de imóveis listados. Deputados questionaram a transparência e o valuation dos ativos, com um requerimento para reavaliação de terrenos. Nelson Souza negou qualquer possibilidade de federalização ou privatização do banco e mencionou uma ação judicial no STF para retomar carteiras do Master.
A apresentação de Souza destacou um plano de capital iniciado em 7 de janeiro de 2026, com meta de solução definitiva até 18 de março. O prazo limite é 31 de março de 2026, data em que, sem solução, o banco corre risco de falência. A reunião, descrita como extensa e proveitosa, esclareceu dúvidas, mas não unificou posições entre os presentes.
Posições dos envolvidos
Uma reunião extensa, mas proveitosa. As dúvidas foram tiradas, mesmo que não concordem com a posição do presidente. Há condições de votar amanhã. Para isso precisamos passar primeiro pelo Colégio de Líderes, respeitando o rito e, tendo a maioria, a gente coloca para votar.
Wellinton Luiz, presidente da CLDF, expressou otimismo sobre a votação. Já Hermeto, líder do governo, enfatizou a necessidade de salvar empregos.
O presidente mostrou abertamente como está a situação do banco. O presidente marcou a reunião do Colégio de Líderes para as 14h30 e vamos analisar claramente tudo que foi falado hoje e, se Deus quiser, vamos tirar o banco dessa situação e salvar mais de 6 mil empregos.
Joaquim Roriz Neto, deputado do PL, comparou a situação do BRB a um paciente necessitando de amputação para sobreviver, alertando para o risco de falência em 31 de março. Chico Vigilante, do PT, participou dos debates, mas sem citações específicas registradas.
Implicações e próximos passos
A capitalização visa injetar R$ 6,6 bilhões no BRB para cobrir prejuízos acumulados e garantir a continuidade de serviços como o Cartão Material Escolar. Sem acordo, o banco enfrenta ameaça existencial, impactando empregos e programas sociais. A votação no plenário depende do Colégio de Líderes nesta terça-feira, com debates sobre transparência podendo influenciar o resultado.
O BRB hoje é como se fosse um paciente com a perna necrosada. E a solução é cortar a perna. Não é a solução ideal, mas ou você faz isso ou você morre.
Dia 31 de março é a data limite. Se não houver nenhum tipo de solução até esse prazo, a resposta é simples: o banco vai falhar.
Federalização e privatização estão totalmente fora do menu e esses dois temas não estão em pauta.
Especialistas acompanham de perto, pois o desfecho pode afetar a estabilidade financeira no Distrito Federal.