Um estudo divulgado pelo Detran-DF nesta semana revela que as mulheres representaram apenas 13% dos condutores envolvidos em acidentes fatais no Distrito Federal em 2025, apesar de comporem 42% das habilitadas. No entanto, houve um aumento de 54% nas mortes femininas no trânsito em comparação a 2024, com 51 vítimas fatais registradas. A análise, baseada em 404 condutores identificados em 271 sinistros fatais, destaca a necessidade de ações educativas direcionadas a esse público.
Dados do estudo
A pesquisa do Detran-DF examinou os acidentes fatais ocorridos em 2025, identificando 53 mulheres condutoras envolvidas nos sinistros. Esses números contrastam com a maioria masculina entre os condutores, que dominam as estatísticas de acidentes. O aumento nas mortes femininas inclui casos preocupantes, como 12 motociclistas mortas no ano passado, contra nenhuma em 2024.
Os dados foram comparados aos de 2024 para destacar tendências e auxiliar na formulação de políticas de trânsito. O estudo foi divulgado em março de 2026, coincidindo com o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março.
Locais de maior incidência
Os acidentes fatais ocorreram principalmente em vias urbanas do Distrito Federal, com destaque para a Avenida Recanto das Emas, Avenida Central do Gama, Plano Piloto, Taguatinga, Recanto das Emas e Ceilândia. Além disso, rodovias como a DF-001 (EPCT) e a BR-020 registraram sinistros significativos. Esses locais concentram o maior número de incidentes envolvendo condutores e vítimas femininas.
- Avenida Recanto das Emas
- Avenida Central do Gama
- Plano Piloto
- Taguatinga
- Recanto das Emas
- Ceilândia
- DF-001 (EPCT)
- BR-020
Declaração do diretor-geral
O diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini, comentou os resultados do estudo, enfatizando a importância de redirecionar ações educativas para as mulheres. Ele destacou o papel tradicional das mulheres como exemplo de cuidado no trânsito. Os dados servirão para aprimorar campanhas de conscientização.
Apesar de figurar como minoria entre as vítimas, assusta-nos esse aumento. A mulher sempre foi exemplo de cuidado e respeito às regras de circulação, tanto como condutoras como em outros papéis no trânsito. No último ano, por exemplo, tivemos 12 motociclistas mortas enquanto no ano anterior nenhuma motociclista tinha perdido a vida no trânsito. Esses dados vão nos ajudar a redirecionar nossas ações educativas voltadas para esse público específico.
Marcu Bellini, diretor-geral do Detran-DF
Com base nesses achados, o Detran-DF planeja intensificar esforços para reduzir os acidentes fatais, promovendo maior segurança para todos os usuários das vias no Distrito Federal.