Na semana passada, o Distrito Federal sediou a 12ª edição do Festival Brasília de Cultura Popular, que homenageou o historiador Paulo Bertran e promoveu debates e atividades sobre agroecologia, relação com a terra e Farmácia Viva. O evento integrou cultura popular, academia, gestores públicos e a comunidade, com atividades em locais como Lago Oeste, Lago Norte, Planaltina e Riacho Fundo. Coordenado por Danielle Freitas, o festival destacou a importância de reconectar as pessoas com a natureza para combater problemas de saúde mental e ambiental.
Homenagens e debates no festival
A programação incluiu homenagens a Paulo Bertran, além de debates sobre a relação com a terra e Farmácia Viva. Participantes como moradores do Lago Oeste, servidores da área da saúde e especialistas em agroecologia compartilharam conhecimentos. O evento buscou construir políticas setoriais e transformar o cotidiano das pessoas, integrando diversos setores da sociedade.
Quando o solo e a água viram apenas ‘recursos’ e deixam de ser seres vivos, nós também adoecemos
Danielle Freitas, coordenadora do festival Brasília de Cultura Popular
Atividades práticas e especialistas
Os participantes tiveram contato com demonstrações práticas, como compostagem e minhocários apresentados por Bruno Peixoto, do Instituto Permafloresta. Outras atividades envolveram homeopatia vegetal e aromaterapia com alecrim do campo. Essas iniciativas visaram destacar a desconexão com a natureza como causa de problemas de saúde mental e ambiental, promovendo uma visão integrada de cuidado humano e planetário.
Entendemos o cuidado com o ser humano separado do cuidado com o planeta, mas somos um só. Quando o solo e a água viram apenas ‘recursos’ e deixam de ser seres vivos, nós também adoecemos.
Danielle Freitas, coordenadora do festival Brasília de Cultura Popular
O festival reforçou a necessidade de ações que unam cultura e sustentabilidade, incentivando a participação comunitária em práticas agroecológicas. Com isso, o evento não só homenageou figuras chave como Paulo Bertran, mas também fomentou diálogos para políticas públicas mais inclusivas. A edição de 2026 marcou um passo importante na promoção da cultura popular no Distrito Federal.