A entrega da Adutora de Água Tratada Planaltina 170 nesta sexta-feira expõe mais uma vez as falhas persistentes do Governo do Distrito Federal em garantir abastecimento adequado à população da região Norte, deixando claro que o sistema atual falhou por anos a fio antes de qualquer intervenção.
Investimento modesto diante de demandas antigas
O GDF e a Caesb destinaram apenas R$ 2,86 milhões para instalar pouco mais de 1,3 km de tubulação em PEAD, além de automação e válvulas, ligando a Estação de Tratamento de Água de Planaltina à Elevatória Mestre d’Armas ao longo da BR-020. A obra beneficia cerca de 186 mil moradores, mas revela a lentidão em expandir a rede hídrica no eixo Sobradinho-Planaltina, onde a estiagem continua a ameaçar o fornecimento regular.
Reação tardia a problemas crônicos de água
A governadora Celina Leão e o presidente da Caesb, Luís Antônio Reis, participaram da inauguração, mas a iniciativa surge após longos períodos de reclamações sobre falta d’água, evidenciando que medidas paliativas substituem ações estruturantes há anos.
A gente sabe que sem água ninguém vive. Essa adutora significa que lá na Estância Mestre D’Armas está chegando água tratada. É a drenagem, é a água, é a infraestrutura, é o asfalto chegando, e as pessoas tendo qualidade de vida
Celina Leão
Resiliência questionável para a população
Embora a nova adutora interligue a captação do Pipiripau à Elevatória Mestre d’Armas e pretenda aumentar a resistência hídrica, o volume de recursos e a extensão limitada da obra deixam dúvidas sobre sua capacidade real de evitar novos colapsos durante secas prolongadas.