O Rio de Janeiro vive mais um capítulo de crise financeira que expõe a má gestão de recursos públicos, com o governador em exercício Ricardo Couto admitindo perdas bilionárias do Rioprevidência em um banco liquidado por irregularidades e a dívida estadual com a União batendo R$ 231 bilhões.
Busca por resgate de recursos perdidos
Em reunião realizada em Brasília na segunda-feira, 8 de junho de 2026, Couto discutiu com o ministro da Fazenda Dario Durigan medidas judiciais e a possível adesão ao Propag para tentar recuperar parte do que foi investido. O fundo estadual aplicou mais de R$ 3 bilhões no Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, e agora a expectativa é resgatar cerca de R$ 1,4 bilhão após a liquidação da instituição.
Hoje, estamos estimando o Estado do Rio consiga resgatar cerca de 1,4 bilhão do que o despendeu. Fizemos uma estimativa e parece que o Estado do Rio de Janeira teve um aporte superior a R$ 3 bilhões, por incrível que pareça, mas nós estamos aí com todos os esforços possíveis para resgatar.
Ricardo Couto
Dívida bilionária e negociações urgentes
Além do prejuízo com o Banco Master, o encontro também tratou da renegociação da dívida estadual, que pressiona as contas públicas e pode afetar serviços essenciais para a população jovem. Couto mencionou a possibilidade de usar créditos com a Petrobras para antecipar pagamentos à União em até três anos, mas os riscos de novos bloqueios e a falta de transparência nos aportes anteriores deixam o cenário ainda mais sombrio para o estado.
Os pontos que nós estamos levando é a perspectiva de termos o reconhecimento de um crédito por parte do governo do estado junto a Petrobras, a possibilidade de nós usarmos esse crédito junto à União até quem sabe para realizar o pagamento da dívida, o que poderia acarretar uma antecipação de 3 anos pela primeira vez, no âmbito dessa questão que envolve o estado do Rio e União.
Ricardo Couto