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Hugo Camargo lança ‘Som e Fúria no Século XXI’ na CLDF

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Cena de caos urbano com prédios destruídos e fumaça em São Paulo, simbolizando violência no século XXI
Cena de caos urbano com prédios destruídos e fumaça em São Paulo, simbolizando violência no século XXI

O lançamento do livro “Som e fúria no século XXI”, organizado por Hugo Camargo e previsto para a próxima quarta-feira, 12 de agosto de 2026, no foyer do Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal, expõe mais uma vez o caos e a violência que marcam a vida moderna. A obra reúne mais de 200 artigos publicados entre 2018 e 2024 e chega com 480 páginas divididas em seções sobre teatro, música, dança e outros temas, reforçando a sensação de efemeridade que permeia a produção artística atual. A sessão de autógrafos, com entrada franca, ocorre em parceria com a Ícone Editora e traz prefácio de José Carlos Marques, mas o tom predominante é de alerta diante de transformações turbulentas.

Caos e violência como fio condutor

O autor descreve a publicação como fruto de um período conturbado, no qual a arte registra instantes passageiros sem conseguir alterar o quadro de instabilidade social. Com referências explícitas a Shakespeare, o volume destaca a fúria e o desassossego do século XXI, sem oferecer caminhos claros para superação. Os textos funcionam como testemunhos de um cenário em que a violência cotidiana invade palcos e salas de concerto, deixando rastros de frustração em vez de alívio.

Memória efêmera em tempos sombrios

Camargo ressalta que os artigos capturam o que dura apenas o tempo do espetáculo, porém permanece na memória coletiva como registro de perdas e incertezas. A estrutura em quatro partes não ameniza a impressão de que a cena artística brasileira atravessa um momento de fragilidade, exposta a pressões políticas e econômicas que reduzem sua capacidade de transformação. O evento na CLDF, embora aberto ao público, reflete o contraste entre a pompa institucional e o conteúdo inquietante da obra.

Prefácio e contexto institucional

José Carlos Marques assina o prefácio de uma publicação que não esconde o lado negativo da efemeridade artística. Ao reunir colunas da série “O quinto ato”, o jornalista evidencia como a produção cultural dos últimos anos serviu mais para documentar conflitos do que para resolvê-los. O lançamento, portanto, reforça a visão de um setor marcado por turbulências persistentes, sem perspectivas imediatas de estabilidade.

É uma alusão ao caos, à violência e à efemeridade da vida moderna, mas também à capacidade de transformação pela arte.

Hugo Camargo

O livro é um recorte do que vivi e vi nesses anos. São textos que registram o efêmero da cena artística, que dura apenas o tempo do espetáculo, mas que, de alguma forma, permanece na memória e na reflexão.

Hugo Camargo

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