A Vila do Pequenino Jesus completou 17 anos no sábado, 15 de agosto de 2026, em Brasília, mantendo uma estrutura que acolhe atualmente 104 pessoas com deficiência, a maioria sem referências familiares. Fundada em 2009 por Jorge Deister, a instituição oferece cuidados permanentes de saúde, alimentação e qualidade de vida no Lago Sul, no Distrito Federal. A iniciativa surgiu no Rio de Janeiro e foi transferida para a capital federal, onde expandiu atendimentos por meio de visitas a hospitais e parcerias com o Governo do Distrito Federal.
Origem e crescimento da instituição
Jorge Deister relata que sempre teve o desejo de doar a vida pelo próximo. “Eu sempre tive muito essa vontade de doar a minha vida pelo próximo”, afirma. Após iniciar visitas a hospitais de Brasília, ele percebeu a necessidade de ampliar o número de atendidos. “Quando eu comecei a fazer visita aos hospitais de Brasília (…) a gente começou a ver que a gente não ia ficar limitado a cinco. A gente começou a crescer, crescer”, conta. Hoje, a Vila produz suas próprias fraldas e realiza mutirões mensais com cerca de 300 voluntários.
Desafios do acolhimento diário
A maioria dos acolhidos perdeu vínculos familiares. “Os que a gente acolhe também, 90% não têm família, não têm referência familiar, foi rompido isso”, explica Deister. Para garantir dignidade, a casa fabrica fraldas internamente. “Isso é o início da dignidade. A gente tendo fralda para cuidar deles é importantíssimo pra gente”, destaca. O coordenador ressalta ainda a importância de individualizar o cuidado em uma estrutura grande e de envolver voluntários em atividades que eles apreciem.
Parcerias e mobilização contínua
O trabalho conta com apoio do Governo do Distrito Federal e mobilização nacional. Deister recebeu contatos de aproximadamente dez países durante campanhas. Ele enfatiza que manter a Vila exige luta constante para preservar a dignidade daqueles que ali vivem. O modelo também inclui saídas para shoppings, visando a inclusão social e a adaptação de espaços públicos.