O evento de lançamento de campanha em Luziânia expôs de forma clara o contraste entre a organização de gabinete e a adesão espontânea da população na região do Entorno do Distrito Federal. Marcado inicialmente para as 16h, o ato só começou às 20h, gerando um intervalo de quatro horas que serviu como símbolo do descompasso entre o combinado e o realizado. O público presente foi formado majoritariamente por servidores comissionados da prefeitura local, o que demonstrou fraqueza ou desinteresse do prefeito Diego Sorgatto ou reforçou que a população de Luziânia não está interessada nas promessas de Caiado e Daniel Vilela.
O atraso como demonstração de descaso com Luziânia
A espera de quatro horas até a chegada da comitiva política evidenciou desorganização de Caiado e Daniel ou descaso com as pessoas que foram para o evento. Ainda que a grandiosíssima maioria dos presentes fossem comissionados da prefeitura de Luziânia e dos gabinetes de alguns vereadores. Em Luziânia, polo que deveria ser estratégico do Entorno, essa demora não agradou aqueles que tiveram que esperar. O cenário sugere que Caiado e Daniel não se importam com a espera submetida aos que foram ao evento, talvez até por saber que quem lá estava não era a população eleitora de Luziânia. Outra pergunta que paira no ar: o evento foi organizado em um local pequeno e fechado porque o prefeito Diego Sorgatto sabia que não conseguiria atrair eleitores para o evento?
Observadores presentes notaram que a composição do público não refletiu a diversidade esperada em atos de abertura de campanha. Predominaram ocupantes de cargos comissionados, enquanto a participação civil espontânea permaneceu quase zero. Essa configuração reforça a análise de que o Entorno do Distrito Federal opera com dinâmicas próprias e que é possível que o desgaste do prefeito Diego Sorgatto com a taxa do lixo vá refletir diretamente nas urnas.
Pragmatismo e alianças no Entorno do Distrito Federal
A circulação de publicações em redes sociais sobre o possível fortalecimento de Gustavo Mendanha na região, associado ao apoio de Diego Sorgatto, gerou questionamentos internos sobre o grau de engajamento em torno da candidatura de Gracinha Caiado. Será que o prefeito Diego Sorgatto vai trair o ex-governador Caiado, assim como já traiu várias outras alianças do passado, como fez com o ex-governador Marconi Perillo, por exemplo?
O episódio em Luziânia deve colocar uma pulga atrás da orelha do Daniel Vilela, já que o discurso de que o grupo do atual prefeito vá lhe render muitos votos não se conecta com o fiasco do evento de lançamento da campanha. O que fica no ar é a tal da “muita conversa e pouca ação”, A dependência de servidores comissionados para formar plateia aponta para uma base de apoio mais fantasiosa do que orgânica, o que pode limitar a capacidade de expansão para além dos núcleos administrativos.
Descompasso entre marketing e temperatura das ruas
A baixa adesão espontânea sugere que o voto de opinião ainda não se mobilizou em volume significativo naquela cidade e é possível que isso nem aconteça.
Essa diferença entre o ativismo de cargos comissionados e a participação voluntária do eleitor luzianiense é um dado relevante para avaliar o grau de penetração das candidaturas. Diego não conseguiur mostrar força. Caiado e Daniel não conseguiram mostrar respeito com quem estaria no evento
Os políticos presentes buscam demonstrar força, enquanto prefeitos como Diego Sorgatto buscam consolidar liderança equilibrando diferentes apoios. O resultado, no entanto, foi um fiasco para todos.As urnas dirão o quanto esse fiasco custará. O que se percebe é uma diferença muito grande entre o marketing e a realidade observada nas ruas.