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DF aprova lei de logística reversa de eletrônicos após anos de omissão

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Pilha de eletrônicos descartados em centro de reciclagem no Distrito Federal
Pilha de eletrônicos descartados em centro de reciclagem no Distrito Federal

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou e o governador sancionou a Lei nº 7.XXX que cria o Sistema de Logística Reversa, Desfazimento e Recondicionamento de Equipamentos de Informática e Eletroeletrônicos, medida que surge em meio ao acúmulo crescente de lixo tóxico nas ruas e aterros do DF. Fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores agora terão obrigações formais, mas a demora em aprovar regras claras evidencia anos de omissão diante de um problema que já contamina solo e água. A norma entra em vigor na data de publicação e precisa ser regulamentada em até 180 dias, prazo que pode se alongar e deixar a população exposta por mais tempo.

Impactos da inércia anterior

O sistema prevê pontos de entrega voluntária, campanhas de conscientização e parcerias com cooperativas de reciclagem, porém a ausência de estrutura prévia transforma essas metas em desafios concretos para o dia a dia dos moradores. Equipamentos descartados de forma irregular continuam a liberar substâncias nocivas, e a nova lei chega sem garantir recursos imediatos para fiscalizar o cumprimento das etapas de coleta até o processamento final. Enquanto isso, o volume de resíduos eletrônicos segue aumentando, sobrecarregando cooperativas e ampliando riscos à saúde pública.

Responsabilidades distribuídas sem garantias

A deputada Jaqueline Silva (CID) defendeu a proposta, mas a divisão de tarefas entre poder público, empresas e consumidores revela pontos frágeis que podem comprometer resultados práticos. Sem investimentos robustos e fiscalização efetiva, a logística reversa corre o risco de ficar no papel, repetindo padrões de leis ambientais que não saíram do estágio inicial no Distrito Federal.

Essa lei representa um avanço significativo na política ambiental do DF. Estamos garantindo que equipamentos que hoje viram lixo tóxico possam ser reaproveitados, gerando emprego, renda e protegendo o meio ambiente

Jaqueline Silva

Apesar do texto aprovado, a realidade de aterros saturados e equipamentos abandonados em vias públicas mostra que a aprovação isolada não resolve o passivo ambiental acumulado ao longo de décadas.

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