quarta-feira , 15 julho 2026
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Produção de açúcar e etanol no Brasil revela tendências mistas em safra atual

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As unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 34,04 milhões de toneladas de cana na primeira quinzena de outubro, mantendo-se praticamente estável em comparação com as 33,94 milhões de toneladas do mesmo período da safra 2024/2025. No acumulado da temporada 2025/2026, até 16 de outubro, a moagem totalizou 524,96 milhões de toneladas, representando uma queda de 2,78% em relação às 539,98 milhões do ciclo anterior, conforme dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). Atualmente, 255 unidades estão em operação na região, incluindo 234 dedicadas ao processamento de cana, dez à produção de etanol a partir de milho e onze usinas flexíveis. No ano passado, eram 258 unidades ativas, e até o momento, 18 usinas já encerraram a moagem, superando as 12 que concluíram atividades no período equivalente da safra anterior. A qualidade da matéria-prima mostrou uma leve redução, com o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) atingindo 158,78 kg por tonelada na quinzena, contra 160,32 kg no ciclo anterior, uma queda de 0,96%. No acumulado, o indicador soma 137,53 kg de ATR por tonelada, com recuo de 3,4%.

A produção de açúcar na quinzena alcançou 2,48 milhões de toneladas, totalizando 36,02 milhões de toneladas na safra, um aumento de 0,89% sobre o ciclo 2024/2025, embora a proporção de cana destinada ao adoçante tenha caído de 51,3% para 48,2%. Esse declínio foi mais pronunciado em São Paulo, com redução de 3,4 pontos percentuais, e no Paraná, com 9,1 pontos. De acordo com Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da Unica, a tendência de menor direcionamento da cana para o açúcar, observada desde setembro, se ampliou e agora afeta polos tradicionais do setor. Já a produção de etanol na quinzena foi de 2,01 bilhões de litros, com 1,24 bilhão de hidratado (queda de 5,61%) e 771,72 milhões de anidro (aumento de 6,93%). No acumulado, a fabricação totaliza 25,04 bilhões de litros, uma redução de 8,23%. O etanol de milho representou 18,41% do total na quinzena, com 370,56 milhões de litros e crescimento de 4,94%, somando 4,85 bilhões de litros desde o início do ciclo, um avanço de 17,23%. As vendas de etanol na primeira metade de outubro somaram 1,45 bilhão de litros, com alta de 5,03% no anidro e queda de 6,74% no hidratado, totalizando 18,97 bilhões de litros na safra, recuo de 2,05%.

No mercado de créditos de descarbonização (CBios), a B3 registrou até 29 de outubro a emissão de 35,56 milhões de títulos em 2025, com o volume disponível e créditos aposentados representando cerca de 105% da meta do programa RenovaBio para o ano.

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