Dados do LesboCenso apresentados na tarde de 28/08/2026 à Comissão de Direitos Humanos da CLDF expõem índices alarmantes de lesbofobia e violência contra mulheres lésbicas, bissexuais e dissidentes em Brasília. A pesquisa revela uma realidade marcada por discriminação cotidiana que exige respostas imediatas das autoridades.
Apresentação expõe realidade preocupante
Coordenada por Luma Andrada, a entrega dos resultados ocorreu na Câmara Legislativa do Distrito Federal sob presidência do deputado Fábio Felix (PSOL). O debate girou em torno da necessidade de políticas públicas que enfrentem a violência de forma estrutural, sem depender apenas de medidas pontuais.
Urgência de combate à lesbofobia
Os números do censo, construído por lésbicas para mapear violações de direitos, mostram que a discriminação persiste em níveis elevados e afeta diretamente a segurança e o bem-estar dessas mulheres. Sem ações concretas, o cenário tende a se agravar, reforçando ciclos de exclusão e agressões.
Esses dados são alarmantes e mostram a urgência de políticas públicas que garantam os direitos das mulheres lésbicas, bissexuais e dissidentes. Não podemos naturalizar a violência e a discriminação que essas pessoas enfrentam diariamente
Fábio Felix
Durante a sessão, representantes destacaram que os dados servem como base para propostas efetivas de combate à lesbofobia, mas alertaram para a lentidão histórica na implementação de medidas protetivas.
O censo foi construído por lésbicas para lésbicas. Queremos que esses números sirvam de base para a criação de políticas públicas efetivas e para o combate à lesbofobia
Luma Andrada