Uma operação integrada coordenada pela DF Legal removeu, na segunda-feira, 20 de julho de 2026, 146 estruturas precárias na Área de Proteção Ambiental do Planalto Central, localizada nas margens da DF-097, próxima ao Parque Nacional de Brasília e ao Setor Santa Luzia, na Estrutural. A ação, que contou com apoio da Terracap, Ibram, ICMBio, SSP-DF e PCDF, também recolheu seis caminhões de entulho, realizou duas prisões em flagrante, aplicou multa de R$ 120 mil e apreendeu um veículo e um celular. O monitoramento da região teve início no começo de julho, após a primeira operação realizada há dez dias.
Resultados da ação contra invasões
A iniciativa buscou impedir o reinício de parcelamento irregular, a grilagem de terras e os prejuízos ambientais, como incêndios e perda de biodiversidade. Barracos feitos de lona e madeira foram desmontados, e os órgãos envolvidos reforçaram a vigilância para evitar novas ocupações. A operação faz parte de um esforço contínuo para proteger a unidade de conservação e garantir o ordenamento territorial do Distrito Federal.
Alertas sobre segurança fundiária
O professor Reuber Brandão, da UnB, destacou os desafios enfrentados na região. Segundo ele, “Dificilmente depois que uma ação dessa se estabelece, o poder público, os interesses regionais, os interesses associados raramente vão retomar. Muitas vezes acaba que essas invasões iniciam, não são controladas e revertidas e acabam se estabelecendo definitivamente”.
A questão territorial do DF é séria. A quantidade de pessoas que não tem escrituras das suas moradias, isso é absurdo. A capital federal tem uma crise crônica com relação à posse da terra, com relação à segurança fundiária
Reuber Brandão
Brandão também alertou para os efeitos a longo prazo sobre a fauna local, ressaltando que as áreas de conservação já formam ilhas isoladas que comprometem a sobrevivência de grandes mamíferos. O especialista enfatizou a necessidade de políticas mais eficazes para conter ocupações irregulares e preservar o planejamento urbano do DF.