Moradores do Guará, no Distrito Federal, converteram um terreno abandonado e degradado em uma horta comunitária que produz alimentos frescos, gera renda e fortalece a convivência entre mais de 40 famílias. O projeto, idealizado por Maria José da Silva, ocupou uma área antes marcada por mato alto, lixo e risco de criminalidade, transformando-a em espaço de produção orgânica e atividades educativas com apoio da Administração Regional do Guará, Emater-DF e ONGs locais.
Transformação de espaço perigoso em área produtiva
A iniciativa surgiu para reduzir a criminalidade e devolver dignidade aos residentes. Moradores limparam o terreno, organizaram canteiros e passaram a cultivar hortaliças após receberem capacitações em agricultura orgânica. O resultado inclui alimentos de qualidade para consumo próprio e venda do excedente, além de maior consciência ambiental na região.
Era um lugar perigoso, cheio de mato alto e lixo. Começamos a limpar e plantar. Hoje é nosso lugar de paz, onde a gente se ajuda e aprende junto.
Maria José da Silva
Capacitação e geração de renda para famílias
Além da produção, o espaço oferece oficinas educativas e atividades comunitárias que envolvem participantes de todas as idades. Maria José da Silva coordena as ações e destaca o impacto direto na qualidade de vida dos moradores. O projeto demonstra como a organização coletiva pode reverter situações de abandono urbano.
A horta nos devolveu a dignidade. Aqui a gente planta, colhe e ainda leva alimento para casa. Tem gente que vende o excedente e consegue uma renda extra.
Maria José da Silva
Com o envolvimento contínuo de órgãos públicos e organizações não governamentais, a horta comunitária do Guará serve de modelo para outras regiões do Distrito Federal que enfrentam desafios semelhantes de ocupação irregular e falta de áreas verdes.