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248 mulheres foram vítimas de feminicídio no DF desde 2015, deixando 492 órfãos

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“Sinto falta de ser amada pela minha mãe.” / Foto: Arquivo Pessoal
“Sinto falta de ser amada pela minha mãe.” / Foto: Arquivo Pessoal

Entre 2015 e o primeiro semestre de 2026, 248 mulheres foram vítimas de feminicídio no Distrito Federal, mais de 80% delas mães, o que resultou em 492 órfãos. Os casos de Rozane Ribeiro e Vanessa Lopes, ambas assassinadas em 2022, evidenciam o padrão de violência doméstica que precede esses crimes no DF, especialmente em regiões como Ceilândia.

Casos que revelam o padrão de agressões

Rozane Ribeiro foi esfaqueada em 12 de dezembro de 2022, enquanto Vanessa Lopes foi assassinada em 3 de outubro do mesmo ano. Em ambos os episódios, o feminicídio ocorreu após histórico de brigas, agressões verbais e materiais por parte dos parceiros. O delegado Marcelo Zago explica que o feminicídio costuma ser o ápice de uma sequência de violências domésticas.

Geralmente, o feminicídio é o ápice de uma história de violência. E o padrão do feminicídio é completamente diferente do padrão do homicídio. Então, entender a complexidade desse fenômeno e como a violência doméstica gera esse final trágico, é difícil.

Marcelo Zago

Impacto nos filhos e desafios psicológicos

Os filhos das vítimas enfrentam sequelas duradouras. Robertha Ribeiro, filha de Rozane, relata que sua rotina envolve choro constante há quatro anos. Arthur Leandro, filho de Vanessa Lopes, menciona que o agressor quebrou o celular da mãe em uma das brigas anteriores, sinalizando comportações de risco.

Não tem como você ter uma rotina. Minha rotina é chorar de manhã, tentar parar de chorar à tarde e chorar de noite. Essa tem sido minha rotina há cerca de 4 anos

Robertha Ribeiro

A psicóloga Sarah Mello destaca a dificuldade de explicar a morte irreversível a crianças e o sentimento de solidão após a perda. Os dados mostram que o machismo e a possessividade contribuem para a escalada desses crimes no Distrito Federal.

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