A XP discute atualmente com o Banco do Brasil sua possível entrada no consórcio de bancos que participará do resgate do BRB, após prejuízos causados pela aquisição de carteiras de crédito sem lastro do Master. As negociações, que envolvem também o FGC e o governo do Distrito Federal, ocorrem em Brasília e visam conceder um empréstimo com prazo de 15 anos garantido por recursos do FPE e do FPM. O consórcio, coordenado pelo Banco do Brasil, inclui ainda Itaú Unibanco, BTG, Bradesco, Santander e Caixa.
Contexto das negociações
Os contatos entre as instituições começaram em 27 de maio e ganharam força em 1º de junho de 2026. O BRB apresentou um novo plano de negócios com cortes de despesas para viabilizar a operação. O FGC concederá o empréstimo ao governo do DF, enquanto os bancos S1 fornecerão fiança, recebendo em contragarantia os fundos de participação estaduais e municipais. A estrutura é considerada inédita e de nível triple-A, sem envolver recursos ou aval da União.
Impactos para o sistema financeiro
Segundo Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, um evento dessa magnitude acaba gerando impacto para a sociedade no custo de captação de novos empréstimos e no preço dos investimentos. Nelson Antônio de Souza destacou que o Banco do Brasil e a Caixa entraram pela porta da frente, ao lado de Itaú, Santander, BTG e Bradesco. Ele afirmou ainda que o empréstimo sairá rápido devido ao consenso sobre a urgência da concretização.
Nelson Antônio de Souza explicou que os bancos darão a fiança ao FGC e receberão em contragarantia o fundo de participação do Distrito Federal. A operação, segundo ele, é bem estruturada e não carrega capital por apresentar nível máximo de segurança. Ele acrescentou que a taxa será menor do que seria sem a garantia.