O guitarrista Kiko Peres levou ao palco do Teatro de Arena da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 10 de setembro de 2026, um tributo a Pepeu Gomes dentro do projeto Brasília Instrumental, mas o evento expôs mais uma vez a fragilidade do apoio institucional à música instrumental em Brasília.
Kiko Peres e sua banda revisitaram clássicos como “Muita Bobeira”, “Galos, Noites e Quintais” e “O Meu Gosto”, além de composições próprias, misturando rock, jazz, choro e ritmos regionais. A escolha do local, uma arena legislativa, reforçou a sensação de que iniciativas culturais relevantes continuam relegadas a espaços secundários.
Repertório que destaca fusão de estilos
A apresentação buscou homenagear Pepeu Gomes, pioneiro ao incorporar distorção elétrica a elementos da música nordestina, do choro e do frevo. Ainda assim, a ausência de divulgação mais ampla limitou o alcance da proposta e evidenciou a dificuldade de atrair público para projetos fora dos grandes circuitos comerciais.
Desafios persistentes para a música instrumental
Apesar da qualidade técnica envolvida, o tributo de Kiko Peres a Pepeu Gomes serviu também para lembrar que homenagens pontuais não substituem políticas públicas consistentes. O cenário brasiliense segue marcado por espaços restritos e recursos escassos, o que compromete a continuidade de iniciativas como o Brasília Instrumental.